quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Notícia - Você pode usar proteção, se você for profissional

O Papa Bento XVI - ou seja, Joseph Ratzinger - anunciou: garotas de programa e afins, vocês podem usar camisinha. Mas... espera aí!, desde quando a Igreja aceita a prostituição? O que eles aceitam mais frequentemente é a pedofilia homossexual... opa! Não! Eu não quis dizer isso! Na verdade eu acho que eles pensaram: "Bem, vocês já são ovelhas desgarradas, e já que vão viver no pecado para sempre, vamos liberar pecadores a cometer mais um pecadozinho..." Estou sendo cruel. Eles não pensaram assim. Acho que foi mais para "Bom, já que nossos seguidores não resistem aos encantos da prostituição, vamos ajudá-los. Camisinha para não serem contaminados..." Desculpem interromper de novo. Mas... procurar prostitutas não seria um pecado...? Eu não acredito em nenhum tipo de igreja e acho que Deus não está lá muito satisfeito com elas, e portanto desisto de entendê-las, mas será que é crueldade minha pedir um pouco de coerência? Quero dizer: é errado ser puta, é errado usar camisinha; mas não é errado usar camisinha se você for puta. Ou seja, as putas foram premiadas por serem putas. Com isso eu concluo que todo mundo vai querer ser puta! Gente, ninguém mais vê pecado em se usar camisinha - calculo que o número de pessoas que usam camisinha (e observe que os especialistas não acham esse número suficiente) é bem maior que o número de pessoas que vão à igreja todos os domingos - e se para podermos nos deitar no travesseiro com a consciência tranquila tivermos que ser putas, seremos todos putas! Mas aí não poderíamos nos deitar tranquilos porque seríamos putas...

Não é de hoje que a Igreja interpreta estranhamente o Livro Sagrado. É só pensar em indulgência e nos próprios santos. Não estou dizendo que não tivemos nossos heróis e coisas boas. Vide Lutero. Mas ele deve estar se revirando no túmulo (claro, isso não é possível e é total blasfêmia da minha parte. Foi modo de dizer) ao saber de exemplos como Bispa Sônia e Bispo Edir Macedo... Enfim. Alguns acharam que houve algum tipo de evolução ou modernidade na decisão da Igreja, mas eu vejo apenas um grande abismo de hipocrisia que está cada vez ficando mais fundo.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Aconteceu...

O que foi que aconteceu? Não sei se foi você ou se fui eu.
Para mim pareceu que todo o mundo me esqueceu.
Porque um dia eu fiz de você meu mundo e hoje vejo que esse mundo não era meu.
Não sei o que aconteceu; só sei que algo em mim se perdeu.

Fizemos um acordo que já nasceu para ser quebrado.
Mas o culpado sou eu, porque levei as coisas para outro lado.
Não venha dizer que fui eu, pois tudo antes já estava errado.
Eu sei que meus sentimentos estão todos desorganizados.

Se eu sou o culpado, eu tenho que encarar, encarar o grande tapa que a vida insiste em me dar.
Nunca poderei dizer que foi você, porque eu sabia dos riscos; troquei um ombro amigo pelo direito de amar.
Agora o que era sonho desliza para longe e eu não posso recuperar.

Não importa o que aconteceu, mas esse é um problema meu e seu.
E se você não aceita meu jeito de amar, o problema é todo seu!
E na verdade é meu, porque fui eu quem quis aquilo que não era meu...

domingo, 28 de novembro de 2010

Metade da humanidade não come; a outra metade não dorme, com medo da que não come...

sábado, 27 de novembro de 2010

Dor... amor... direções vocacionais e outros pensamentos tortos

Começou a doer. Essa é a notícia ruim. Já estou acostumado. Essa é a notícia. Em seis anos passa. Essa é a notícia boa. Não, não se trata de profecia ou coisa assim. É que já doeu uma vez, e demorou seis anos para eu, de algum modo, controlar a dor. Se bem que eu sinto a primeira dor voltando, se misturando com a segunda e formando um bolo só. Eu sei, essa não é a melhor maneira de voltar a postar no blog depois de muito tempo parado, mas é como dizem: se você tem limões, faça uma limonada. A dor tem que virar alguma coisa. Nem que seja uma postagem inútil num blog sem fama. Mas eu acho que minha limonada é de morango, se é que me entendem...

O amor, ele não devia doer. Não o amor tradicional, pleno. Mas o tipo de amor que eu costumo sentir, do qual sou especialista, é o amor não correspondido. Ah, que sina! E isso dói muito. Bem, eu devia saber... afinal, cada um nasce com um talento na vida, e acho que não tenho talento para amar... Uns nascem para ser jogadores de futebol. Uns nascem para cantar. Outros nascem para escrever... eu também não tenho certeza se nasci para isso! Talvez eu simplesmente não tenha nascido para ter relacionamentos amorosos. Antes que você ache que estou sendo dramático, eu vou dizer: todas as vezes que tentei eu não consegui. Mas sempre tem as que querem você. Obviamente. Então cadê?

Mas eu aprendi bastante. O amor da infância me ensinou que não é nada demais sentir isso, pois ela encarou muito bem meu sentimento e me tratou com naturalidade. O amor da pré-adolescência me ensinou que existem coisas que eu realmente não consigo ter. O amor da adolescência me ensinou... bem, me ensinou, depois de eu sofrer em doses cavalares e homeopáticas, que eu tenho que ser forte e encarar a vida como ela é. O amor da fase adulta reafirmou os ensinamentos dos outros amores e... não sei!

Eis o que eu aprendi sozinho: eu não acredito na paixão. Bem, eu acredito que a paixão exista. Eu só não acredito que ela te deixe satisfeito a longo prazo. Quer dizer... dá satisfação! Mas não te deixa completo como o amor. Outra coisa: o amor é para sempre. Tem gente que namora outra, se aproveita, se diverte, tudo é um mar de rosas, e quando acaba cada um vai para um lado e é ódio eterno. Se eu disser que amo alguém, isso quer dizer que isso vai durar eternamente. Terei que escolher um, mas todos eles durarão, sem medo de dizer ou ser julgado, para sempre.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

A maior felicidade é quando a pessoa sabe porque é que é infeliz...

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

O passar do tempo...

Gente, como o tempo passa rápido! Você olha um menino hoje e amanhã, ele já é maior que você. Ponha-se aí uns cinco anos no que eu disse ser um dia após o outro. Mas é aí que tá: cinco anos passam voando!

Mas falando do tempo passar, parece que têm anos em que o tempo realmente acelera. Por exemplo: a criança nasce e até um ano não faz muita diferença o que ela aprendeu. Ela continua chorando, cagando e comendo - e só! Mas quando o bebê faz dois anos, instantaneamente, ele começa a correr como Usain Bolt, aprende a falar palavras complexas e não fecha mais a matraca! E é nesse ano, entre 2 e 3 anos, que o tempo acelera, e quando você olha para sua criança com 3 anos, você já não a reconhece. Então estagna. Dos 3 aos 5 anos não há grandes diferenças. E quando a criança faz 6 anos, se você não gosta de responder coisas, e ainda por cima, coisas embaraçosas, faça um buraco no chão e enterre-se, porque o moleque vai perguntar sem parar. "Por que dois em inglês é two? Por que o céu é azul? Quantos peixinhos têm no mar? Por que a vaquinha faz mú? Se você quer aprender, pode perguntar. Use a palavra por que. Por quê? Por quê?"... desculpem, me empolguei na musiquinha da Xuxa.

Bom, aí a criança aprende que daquele mato não vai sair coelho e que os pais não vão esclarecer nada, então eles aprendem com os coleguinhas da escola, que aprenderam com os coleguinhas da rua, que aprenderam com os da outra rua, que estudam na escola do governo. Não, não é preconceito, é fato confirmado: os alunos do ensino público aprendem as safadezas da vida muito antes dos do ensino privado. Bom, a criança vai sanando suas dúvidas e praticamente nada muda até os 9 anos. E tome aceleração de tempo entre 9 e 10 anos. A criança descobre a paquerinha. E dá-lhe fofoquinha. Uma menininha dizendo que um menininho gosta de outra menininha. Uma menininha quando briga com sua amiguinha vai lá dizer a mãe dela que ela tá namorando. E não podemos esquecer do quebra-pau que rola quando dois menininhos gostam de uma mesma menininha.

Então tem a fase em que as proporções se duplicam. Meu amigo Paulinho batizou, genialmente, essa fase como "eis-me aqui!" É a puberdade. Até os 12 as coisas se mantêm mais ou menos estabilizadas, mas aos 13... ah! aos 13, você vê o garoto espichar vinte metros e você olha para aquela pirralha e diz: "Como ela ficou gostosa! Quando foi que isso aconteceu? Onde eu estava enquanto ela estava ficando gostosa?" Acho que de repente cai um raio na cabeça da menina e a transforma em gostosa. Só pode ser! Ninguém vê a coisa acontecer, ela só acontece. Por falar nisso, há uma coisa interessante que ocorre. Acompanhem comigo. Há uma menina de 9, de 11, uma de 13 e outra de 15 anos, e as duas do meio são amigas enquanto as da ponta têm outras amigas. Então, depois de dois anos, a primeira tem 11, a segunda, 13, a terceira 15 e a última 17, e as coisas se transformam. Mesmo elas continuando, claro, com a mesma diferença de idade, as coisas  mudam. A que agora tem 17 é amiga da de 15 dessa vez, e esta se afasta da que agora tem 13, que por sua vez, descobre ter afinidade com a que agora tem 11. Mais dois anos e fica assim: 13, 15, 17 e 19. O que acontece? Agora pode acontecer várias coisas, mas pode acontecer que a de 19, mesmo apenas  dois anos mais velha que a outra, já não goste da amizade que tinham, ou porque experimentou o sexo, ou porque entrou na Universidade ou sei lá o quê. E aí as duas do meio, 15 e 17, voltam a ser amigas, ao mesmo tempo que a de 15 também é amiga da de 13... Deu para entender? Elas SEMPRE vão ter a MESMA DIFERENÇA de IDADE, mas enquanto o tempo vai passando, a vida vai unindo-as e separando-as, conforme as necessidades.*

Bem, depois que acaba esse "Boom", o que varia de pessoa para pessoa, mas geralmente acaba aos 18, dos 18 aos 30, ninguém muda tanto assim. O que acontece é que alguns casam, outros ficam mais ricos e todas essas diferençazinhas básicas. O que me lembra os velhos. Os velhos não envelhecem, simplesmente porque eles já são velhos. Parece que quando a pessoa vira velha, pronto, você é velho, sua aparência não vai mudar até você morrer, a não ser que você tenha dinheiro para cirurgias plásticas. Dos 60 aos 100 não dá para saber muito bem que idade a pessoa tem. Brincadeira. Mas a maturidade é a mesma.

Parei por aqui. Caramba, a vida é curta! Lembrem-se: a vida é curta e ela cabe numa postagem de blog.

* Não quis dizer que é impossível ter amizade com alguém de outra idade. É só uma tendência. Afinal, a idade está muito mais em nossas mentes.

domingo, 24 de outubro de 2010

Eu posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las...

sábado, 23 de outubro de 2010

O Orkut e o luto

Sinceramente, eu não entendo essa mania do pessoal ficar dizendo que está de luto no orkut. Primeiramente, você, que já disse estar de luto no Orkut, sabe o que significa luto? Esperem aí que eu vou ver no dicionário... Windows Media Player... não... Word... não... Ah, achei! Aurélio!

luto1: 1. Sentimento de pesar ou dor pela morte de alguém. 2. Os sinais exteriores de tal sentimento, em especial o traje, preto quase sempre, que se usa quando se está de luto. 3. O tempo durante o qual se usa o luto. 4. Tristeza profunda; consternação, dó. 5. (sentido figurado) A morte.

luto2: Massa de diversas composições que, endurecendo com o calor, veda inteiramente as frinchas dos aparelhos de destilação e impossibilita a saída das substâncias voláteis contidas em frascos, retortas, matrazes, etc.

Ficou claro, né? Então eu pergunto para você que está de luto no Orkut agora: "Você está chorando, triste, ou pelo menos financeiramente mais pobre por que essa pessoa morreu?" Não precisa responder, porque nas suas atualizações eu vi que você está feliz. "Não, é porque morreu o vizinho da rua de lado e eu queria homenageá-lo, sabe...", você justifica. Quer homenagear, quer ajudar a família da pessoa que morreu, vá lá e preste seu apreço pelo defunto, mas, porra, se você não está nem aí pro cara que morreu e acha que colocando que está de luto no perfil do Orkut está sendo solidário, lamento informar, mas você só está sendo, no máximo, muito do hipócrita.

Ou será que quando eles botam luto lá eles querem falar dessa paradinha de vedação? Acho que não, né... porque para peidos já inventaram a rolha... Bem, não vou tentar defender esse povo. Um lento luto5 no sentido figurado para você.


Estou de luto. Não sei se por causa da minha tartaruga que perdeu a cabeça ou se por causa dos enlutados felizes pelo mundo afora.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Retrato de Suzanne Bloch


Retrato de Suzanne Bloch é um óleo sobre tela do pintor Pablo Picasso, produzido em Paris, no ano de 1904. A obra é apontada como uma das últimas do Período Azul (1901-1904) do mestre espanhol e retrata a cantora francesa Suzanne Bloch.

À princípio, ela parece uma mulher feia. Tá bom, ela é feia, feia e enjoada. Mas sei lá, a primeira vez que vi essa pintura eu fiquei encarando-a um tempão. Mesmo com essa cara enjoada, esse olhar morto, essa expressão de desgosto e esse ar de quem já não vê graça na vida, mesmo com essa beleza Amy Whinehouse, ela me encantou. Então eu pensei na beleza e sua relatividade. Porque a beleza depende de quem a aprecia e depende da própria postura a que a pessoa se dispõe. Porque a beleza não é só a beleza, aquilo que é belo de se olhar, a beleza está na aura que envolve todo ser. Talvez você olhe para essa mulher e pense: "Eca, eu não pegaria". Tudo bem. Isso não é importante. O que importa é que veja que, mesmo a feiúra, pode ser muito bela.

Eu me hipnotizei por uma mulher feia, e isso acaba explicando muita coisa...

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Hope (Esperança)

Desde que o mundo é mundo o mundo está destinado a acabar, ou a ter uma grande reviravolta que fará tudo ficar ruim, ou simplesmente existirá um momento de sandice global. Profecias para o fim do mundo. Catástrofes naturais anunciadas. Mas eu acredito nas pessoas... não, nas pessoas não; eu acredito na humanidade! Dá no mesmo! Não! Não sei explicar, mas não acho que dê no mesmo...

Enfim, sem enrolar, eu quero falar da questão dos mineiros do Chile. Vocês sabem. O mundo está todo mobilizado. E é aí que entra a esperança. De vez em quando parece que o mundo entra em fúria, uma fúria boa (se é que dá para entender...) e dá a oportunidade da gente mostrar o quanto valorizamos essa esfera achatada nas pontas em que moramos. Esse é o caso dos mineiros. O mundo precisava mostrar ao mundo que o mundo ainda tem jeito. Você pode dizer que é Deus, e eu também acho que é, e Ele quer nos mostrar mais uma vez, eu acho, que apesar de tudo, Ele nos ama. Cheguei a pensar que de 2012 realmente não passaríamos, porque eu vejo (e desconfio que todo mundo está vendo) que este mundo está muito torto e não tem muito mais para onde ir. Pensei: acho que é hora do Apocalipse e eu estarei no fim... sei lá o que isso quer dizer...

Mas os mineiros... os mineiros... Meu amigo Paulinho disse que o salvamento dos mineiros entraria mais para a história do que o homem na lua. Bem, se o mundo foi feito para o amor e Deus existe, eu tenho certeza que a lua que devia se foder, porque o mundo precisa de mais amor e união e os mineiros significam muito. Sei lá... quero chorar.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Ah, a criança!

Sente o cheiro? Não? Você nunca sentiu-se como se fosse eternamente feliz? Sem dúvida você já se sentiu assim. Talvez não se lembre... talvez você tenha se distraído... Mas você tem uma criança aí! Uma criança levada que colide o tempo todo com o adulto chato que insiste em ficar. Mas em seus sonhos você sabe e brinca de brincar de viver, e pode sempre ser quem precisar ser, porque no fundo somos todos crianças e hoje o dia é nosso.

Hoje você pode deslizar por aí, porque perdido você pode se encontrar, e sua criança é a única que verdadeiramente vai saber amar. Então pode-se dizer que hoje é dia do amor. Me de um sorriso infantil e vamos ser felizes, meus pequenos anjinhos, o mundo pode ser só carinho. Ah, meu coração infantil! Ah, que sonhos vadios! Ah, que sensação de vazio! Oops, tchauzinho...

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

O grito!

O grito (Edvard Munch)

O que é isto??? Que sensação é esta??? Meu mundo perdeu as linhas e ninguém viu... e meu grito se desmancha... e eu acho que vou me perder no mundo. Angústia é tudo que eu posso sentir... não sei se sou eu ou grito, mas vou me desmilinguindo, e eu sei que nada vai mudar quando acontecer. É um grito (que grito!) que todos estão gritando em silêncio agora mesmo.

Impressionante! É o que eu posso dizer... Não consigo dizer mais pois não há o que dizer. Ah, apreciem! Não posso mais!

Quem é você?!

Quem é você? Você sabe? Você sabe quem é que mora dentro de seu próprio peito? Revele-se! Se exponha até os ossos! Revele sua verdadeira face corroída! Mostre seus demônios e vamos beatificá-los! Eu não vejo problema em sua imperfeição, mas eu desejaria poder sentir toda a sua verdade! O que damos uns aos outros é tão pouco perto da mentira que nos injetamos todos os dias. Eu aprendi e quero dizer: não há o que temer! Sentimos medo de sentir medo, porque dá medo não temer o que a gente devia temer. Esconderijos e barricadas à parte, eu quero ter você sem medo que você seja você. E não tenha medo do que eu posso ser, porque somos todos assim, meio nós, meio eles.

Quem é você? Me diga agora neste segundo! Me magoe, leve embora meu coração, mas traga um remendo dos bons, para fechar bem de leve e perfurar minhas emoções. Eu quero sentir todas as dores e amores deste mundo, sejam divinos ou carnais, eu quero me sentir por inteiro e que a gente se sinta muito mais!

Dentro de mim há um peixinho douradinho, ele é bonito e bobo, só precisa de um pouco de carinho...

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Tira, tira! Tira o Tiririca!

♪... Florentina, Florentina, Florentina de Jesus. Não sei se tu me amas. Pra quê tu me seduz?...

Ele ganhou!!! Você esperava? Esperava? Eu sim. Mas, e agora?
Em primeiro lugar, vamos fingir uma coisa: façam de conta que o Tiririca é só mais uma pessoa. Eu sei, é difícil, só de olhar para ele ficamos com vontade de rir. Mas ele é só mais uma pessoa! E ele ganhou! Você votou nele, porra! Eu não, porque sou pernambucano... Você votou por protesto? Putz, conta outra!

Não conheço as leis e não sei quem pode ou não ser candidato. Mas ele foi e venceu. Agora eu só não entendo POR QUE ELE TEM MENOS DIREITO DO QUE QUALQUER OUTRO!!! Eu acho uma sacanagem a imprensa ficar caindo em cima quando o cara não fez nada ainda. E o que irrita é que os políticos de verdade (aquelas caras de sempre) se revoltam porque eles se acham mais que o Tiririca. Mas vocês não são!!! Tiririca não é da minha família não, gente, mas no meio de toda a putaria, ficar falando mal do Tiririca é uma coisa sem futuro. Vi de relance que Fátima Bernardes se referiu a Tiririca como palhaço ao anunciar no Jornal Nacional. Não prestei mais atenção, admito; mas quem é você, Fátima Bernardes, para chamá-lo de palhaço no tom mais prejorativo que você pôde conseguir?

Achem o que queiram, digam o que quiserem. É safadeza do partido pegar uma pessoa de apelo popular para conseguir quociente eleitoral, ou sei lá o quê? Ok!!! Então chame-o de safado. Ou se ele simulou saber ler e escrever mas é analfabeto, chame-o de criminoso. Mas ficar inventando polêmica idiota só vai criar mais polêmica idiota sobre um assunto terminado. Eu aposto, sei lá, trinta pêlos do meu braço que ele sabe ler e escrever sim! Tomorow never knows! Vocês não sabem o que Tiririca pode fazer... pensem, vocês quase elegeram Netinho e Fernando Collor... Pensem!

O tempo não pára


Cazuza / Arnaldo Brandão

Disparo contra o sol. Sou forte, sou por acaso.
Minha metralhadora cheia de mágoas. 
Eu sou um cara.
Cansado de correr na direção contrária, 
Sem pódio de chegada ou beijo de namorada.
Eu sou mais um cara.

Mas se você achar que eu tô derrotado, saiba que ainda estão rolando os dados.
Porque o tempo... o tempo não pára.
Dias sim, dias não; eu vou sobrevivendo sem um arranhão.
Da caridade de quem me detesta!

(Refrão)
A tua piscina tá cheia de ratos, tuas ideias não correspondem aos fatos.
O tempo não pára.
Eu vejo o futuro repetir o passado, eu vejo um museu de grandes novidades.
O tempo não pára. Não pára não, não pára!

Eu não tenho data pra comemorar, às vezes os meus dias são de par em par.
Procurando uma agulha num palheiro.
Nas noites de frio é melhor nem nascer.
Nas de calor se escolhe: é matar ou morrer. E assim nos tornamos brasileiros.
Te chamam de ladrão, de bicha, maconheiro, transformam o país inteiro num puteiro.
Pois assim se ganha mais dinheiro!

(Repete refrão)

Dias sim, dias não; eu vou sobrevivendo sem um arranhão.
Da caridade de quem me detesta!

(Repete refrão de novo)

O que nós somos? Várias coisas. Somos a revolta que se espalha por aí, somos leve brisa que chora e pára para refletir e sonhar. Somos fortes e fracos. Mas somos, acima de tudo, humanos, pulando e quicando nas vagas do mar, como bêbados equilibristas (mas se bem que essa já é outra música). Sem saída, somos sozinhos, mas nunca nos derrotamos por completo, porque a gente renasce. E o tempo... até pára, mas ele não dá outra chance! Quanto a mim, não tenho tempo a perder, e parece mesmo que o tempo está correndo contra mim. Não recebo grandes recompensas, não há para onde fugir, e a vida vai me destruindo... e eu me remontando, buscando um modo de me alimentar pelas migalhas que me atiram pelo caminho... migalhas estas que não vou implorar para ter, mas que vou sempre procurar recolher.

O mundo está meio torto e eu já vi tudo isso - o que pode ser muito chato, mas ao mesmo "saber" das coisas permite que vejamos o melhor que tenha para ser visto. Meu museu é cheio de novidades!, porque ninguém vê tudo ao mesmo tempo e sempre há coisas que ficam meio ocultas, apesar de velhas e de terem estado sempre lá. E em meio aos altos e baixos eu busco algo que me faça sentir vivo, e o que me faz sentir vivo é achar mais seres viventes para vivermos. Porque não existe nenhuma divindade sem humanidade! E vão me chamar de várias coisas, vão me xingar de tudo quanto é coisa, mas ninguém vai tirar minha humanidade só porque sou errado. O tempo não pára, e não vai parar mesmo que pare.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Página de relacionamento - de que serves?

Relacionamento: Capacidade, em maior ou menor grau, de relacionar-se, conviver ou comunicar-se com os seus semelhantes. É o que diz em meu dicionário.

O mais comum é relacionar-se com pessoas que estão próximas de nós. Mas aí inventaram a internet, as distâncias diminuíram e todo mundo ficou acessível a todo mundo. Então uma coisa que existe desde que o mundo é mundo entrou em ação: a fofoca, a curiosidade. Orkut, Facebook, Twitter, MSN. Para quê existem essas ferramentas? Para unir os povos, para distrair a mente por um tempo e te colocar perto de pessoas que você não conhece, e que vão te tirar um pouquinho de sua enfadonha rotina de viver sempre com as mesmas caras. "Sim", você pode me perguntar, "Mas a gente não conhece pessoas todos os dias, nas ruas?" Sim. Mas se você é daqueles que não admite aceitar contatos que não conhece e que esconde suas fotos e recados, e às vezes até de seus próprios amigos, para quê você tem página de relacionamento? Para mim o sentido dessas redes sociais é para você se mostrar para o mundo. Não estou dizendo que as pessoas não possam ter segredos, também tenho os meus, mas não acredito que o Orkut vá revelar coisas que você não quis, porque simplesmente é você quem escolhe o que vai aparecer ou não. É seu direito não aceitar certas pessoas, mas é muita frescura ser antissocial dentro de uma rede social.

E eu nem acho que as redes sociais integrem tanto assim as pessoas. Tem gente que é mascarada na vida real, imagina na internet! Mas eu aproveito a internet para expor opiniões, sem muito medo de encontrar rejeições. A internet não é um mundo. É só uma grande parte dele. Se você é antissocial, direito seu, e seja feliz como quiser, não sou preconceituoso; mas se você é assim, não tenha site de relacionamento!

Recentemente usuários do Facebook cancelaram suas contas em protesto contra alterações que limitavam o quanto de informação podiam esconder. Pensando bem agora, foi melhor mesmo terem saído, já que não estavam participando mesmo. Ponto para o Facebook, que alegou não estar sendo usado com o verdadeiro propósito para que foi feito: interligar as pessoas.

domingo, 26 de setembro de 2010

Pais e filhos (de novo?)



Pensaram que eu ia falar da música? Pois é. Agora eu vou. Estreando música neste blog.

Estátuas e cofres e paredes pintadas.
Ninguém sabe o que aconteceu...
Ela se jogou da janela do quinto andar.
Nada é fácil de entender...
Dorme agora... É só o vento lá fora.

Quero colo! Vou fugir de casa.
Posso dormir aqui com vocês?
Estou com medo, tive um pesadelo.
Só vou voltar depois das três.
Meu filho vai ter nome de santo...
Quero o nome mais bonito...

É preciso amar as pessoas, como se não houvesse amanhã.
Porque se você parar, pra pensar, na verdade não há.

Me diz, por que que o céu é azul?
Explica a grande fúria do mundo.
São meus filhos, que tomam conta de mim.
Eu moro com a minha mãe!, mas meu pai vem me visitar.
Eu moro na rua, não tenho ninguém.
Eu moro em qualquer lugar!
Já morei em tanta casa, que nem me lembro mais.
Eu moro com meus pais...

É preciso amar as pessoas, como se não houvesse amanhã.
Porque se você parar, pra pensar, na verdade não há.
Sou uma gota d'água! Sou um grão de areia!
Você me diz que seus pais não entendem, mas você não entende seus pais...
Você culpa seus pais por tudo... Isso é absurdo.
São crianças como você. O que você vai ser quando você crescer?

Na verdade, eu não vou falar da música dessa vez. Já falei sobre o tema. Nas próximas eu comento, e vai ser assim, em azul.

sábado, 25 de setembro de 2010

Pais e filhos


♪...Estátuas e cofres e paredes pintadas, ninguém sabe o que aconteceu...


Não é isso.

Recado aos pais: seus filhos não pertencem a vocês. Apesar d'eles dependerem de vocês por um longo período de tempo e acabarem com o restinho de paciência que lhes sobraram, eles não são seus. Vocês não podem culpá-los caso eles se mudem ou casem e dêem amor a outras pessoas. Outra coisa: discordar não é desrespeitar. Se eles não seguirem a religião que vocês desejam, se eles não defenderem vocês quando vocês estiverem errados (porque, acreditem ou não, vocês erram), se eles não concordarem e não seguirem seus conselhos, o problema é todo de vocês. E não se culpem. Quase nunca. Se vocês não forem assassinos sanguinários (e só se forem sanguinários), aí sim vocês podem ter parte no que seus filhos se tornarão. Os pais sempre vão procurar fazer o bem para seus filhos, salvo raras exceções, e eu acredito. Mas o resultado não é perfeito. Seus filhos não são vocês. Então, em vez de pegar em seus pés, apenas apontem o caminho e a vida se encarregará de mostrar se estão certos ou não. 

Aqui um recado apenas para o pai: se sua filha tem 21 anos ou mais, ela não é mais virgem. Algumas podem ser, mas acredite, é melhor desencanar; mais dia menos dia, a coisa vai rolar. E mesmo que ela permaneça virgem por um tempo maior, nem pense que sua mente ainda é a mente da menina de 10 anos que você um dia conheceu. Um conselho: preocupe-se em tratar bem a sua esposa, dar conta do recado e não perdê-la para outro. Esqueça sua filha, ela com certeza está bem acompanhada esta noite... esta tarde ou esta manhã. "Não", diz o pai babão, bobão e bundão. "Tenho certeza que minha filha é pura. Sempre chega às dez." Bobããããoooo, sexo não é coisa que se faz apenas de noite. Não compare sua vida sexual com a da sua filha, porque você perderia feio! Eu acho que acabei com eles... estou sinceramente penalizado... mas alguém tinha que dizer a verdade! E se você é daqueles que defende com unhas e dentes a castidade da sua filha enquanto manda seu filho para abater as filhas dos outros, se me vir na rua, dobre a esquina, seu hipócrita!

Pais, às vezes seus filhos não vão amar vocês, o que é lamentável; mas, fazer o quê?, às vezes eles são idiotas, mas como eu já disse, a culpa não é de vocês. Façam e não esperem nada em troca, porque a decepção pode ser enorme. Eles não pediram para nascer e aposto que foi muito prazeroso concebê-los. E se seu filho foi gerado durante uma transa péssima, problema de vocês. 

Recado aos filhos: em primeiro lugar, se não fossem por eles, vocês nem tinham nascido. "Ah, eu não pedi pra nascer..." Que se recusassem a sair! Que se matassem lá dentro! Sabe quantos bilhões de espermatozóides morreram para que vocês tivessem nascido? Deixem de frescura, vocês quiseram nascer... quiseram... quiseram... Não achem que seus pais têm o dever de sustentar vocês e fazer todos os seus gostos. Legalmente, pode até ser. Mas se vão ficar esperando tudo na boquinha, como alguém poderá lhes levar à sério? Eu me revolto ao escutar de um filho: "Vocês tem que me sustentar. É lei." Não! Vocês devem aos seus pais! Reconheçam que sem eles vocês não poderiam viver e pensem nisso toda vez em que forem ingratos e imbecis. Outra coisa: vocês são muito bons, educados e compreensivos, na rua. Fora de casa, vocês não são ninguém. Engolem sapos de quase todo mundo, mas quando seus pais falam qualquer coisinha, aí o bicho pega: se revoltam, viram independentes, armam o maior escarcéu. Porque sabem, que, na teoria, eles não vão te fazer coisas ruins. No fundo, tratar os pais com agressividade e ser molenga nas ruas é só um sinal de covardia. Eles enchem o saco, eu sei, mas escutem; se não concordam, digam. Eles podem não gostar, então façam-se de surdos... mas não debochem. E vocês podem mandar seus pais pr'aquele lugar, o mundo é livre, mas se certifiquem que já tenham como se virar sozinhos. E trocar ofensas, se você é pai ou filho, só vai causar ódio, uma bola de neve de ódio que vai levar todo mundo abaixo.

Final: nenhuma relação é fácil, e a relação entre pais e filhos parece que é a mais conturbada, porque envolve muitas e muitas coisas. Eu defendo o diálogo. É uma pena que seja tão raro ver uma relação de cumplicidade entre pais e filhos. Mais disso faria tão bem ao mundo...! O mundo já está tão frio para termos essa frieza até nos lares familiares...! Amem mais e esqueçam o orgulho.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Pessoas

Eu conheço pessoas. Umas são mais importantes do que outras, ou seja, tem gente que faz parte da minha vida mais intensamente. O que não impede que eu as odeie. E nada impede também que eu ame mais aquelas pessoas que não fazem parte da minha vida. Mas vou deixar claro: eu tentarei gostar de todo mundo, assim como também tentarei atrair todos eles. Eu quero gostar de você; nem sempre rola, mas eu quero muito, muito, muito me dar bem com você. Para mim, para mim as pessoas estão ocupadas demais, ou eu estou desocupado demais. Eu não sei. Só sei que as pessoas não parecem tão próximas. Uma coisa que a modernidade fez foi tornar as pessoas mais próximas, fisicamente falando, com a liberdade maior que as coisas tomaram. Mas os corações continuam afastados. Mesmo quando as pessoas fazem sexo, por exemplo, às vezes elas estão tão distantes, que mesmo estando dentro de outras, elas não sabem quem elas são. Eu gosto de saber, conhecer, eu gosto de entender as pessoas, e meu vício é tentar me aproximar de todas elas.

Só eu sei que não estou me saindo muito bem, e eu sei que eu sofro tentando me sair bem. Eu devia odiar as pessoas, eu devia ser antissocial, porque elas me tiram do jogo; mas eu simplesmente não consigo deixar de procurar as coisas boas nesses seres imperfeitos. Existe uma coisa chamada convenção. Um namoro é uma convenção. Uma amizade é uma convenção. Um casamento é uma convenção. O.k., não estou dizendo que todas as coisas devam se misturar, não sou tão moderno assim. Porém eu tenho a convicção de que nada disso consegue medir o sentimento. Você não sabe se seu marido ou sua mulher te ama mais do que os amigos que eles possam ter, e nem é obrigado o seu amigo gostar mais de você do que de uma pessoa que ele mal conhece. Existe uma coisa chamada ciúme. Eu sou ciumento. Eu desejo ser o mais amado por todos. Eu sei que isso não acontece, mas sei do meu potencial para te conquistar. Às vezes quando dois amores meus estão abraçados, eu fico confuso, sem saber de quem eu estou com ciúmes. E existe uma coisa chamada demonstração. Mas me faltam palavras, me faltam mãos, e me faltam pernas para te mostrar o quanto eu sinto por você. Eu amo muita gente e eu acho que a maioria não me leva à sério porque eu não sei exibir o calor do meu sentimento. Se eles lessem nos meus olhos, se eles lessem em meus pensamentos, se eles soubessem olhar através do que os olhos podem ver, eles veriam meu amor. Eu sou diferente, meu modo é diferente, e eu sei que eles não precisam se adequar a mim e eu é que tenho que me adequar a eles; mas nem sempre dá.

Eu desejo ser mais próximo de todos vocês, meus amores. Eu desejo que vocês me sintam penetrar em suas almas, e que vocês invadam a minha. O amor não é medido, mesmo que a gente meça. O amor não deixa que a gente coloque outras coisas à frente dele, mas a gente coloca. Fazer o quê? Este é só um recado para você, meu amor, que pensa no amor, de qualquer forma que você o entenda. Espero que ame quem você queira, no momento que você queira; mas nunca deixe de olhar para quem pode te dar amor. Eu posso. Todo mundo pode. Eu sei que existe também uma coisa chamada incompatibilidade de personalidades, mas você não saberá se não tentar. E mesmo os incompatíveis podem se compatibilizar, e as pessoas podem mudar; eu nunca vi acontecer, mas elas podem mudar. Tirando o preconceito, a hipocrisia e a futilidade, todos nós sabemos amar. Me ama, vai... Quero me aproximar.



sábado, 18 de setembro de 2010

Eba! Meu aniversário. Parabéns para mim!

Mas será que eu mereço ser parabenizado? O que eu fiz? O que eu não fiz?

Ao mesmo tempo em que eu sei que fazer 21 anos não significa nada, eu também sei que eu quero que signifique. Eu espero ser feliz neste dia 19, mas quem disse que a felicidade quer vir no dia certo? O universo está pouco se lixando para meu aniversário. Mas se ele por acaso estiver, eu quero pedir um presente: que haja amor em cada dia da minha vida, mas não quero amor em doses homeopáticas, eu o quero todo de vez!, e que ele venha de todas as direções. Me sinto "por fora" deste mundo e eu peço também que ele me inclua. Vou parar por aqui, porque vou acabar ferindo minha promessa de pedir pouco; mas não aguento mais pouco. Eu quero saber como é ser um pouco mais, mesmo que o pouco mais dos outros não seja o que espero. Só quero provar a normalidade mesmo que seja amarga, mas ao mesmo tempo não quero abandonar a minha distância de todos os outros.

Parabéns pela minha vida, e eu quero ser parte da sua. Ah, cala a boca, Diego, não enche meu saco! Deixa, sou eu comigo e vocês com vocês, e nós uns com os outros. 

Humanidade. Felicidade. União. Amor. Eu.

Nostalgia

Eu sou jovem e ainda não vivi quase nada. Então eu não tenho nada do que sentir falta. Ou pelo menos não existe razão para que eu me apegue às coisas que vivi. Quase tudo é infância. Mas a criança não me abandonou, assim como o adulto não me convenceu de que é melhor sê-lo.

Eu me lembro, eu me lembro de coisas, que à altura não eram incríveis, mas que agora eu reconheço o quanto eu gostava. Porque a gente não sente falta apenas das coisas boas e toda coisa é boa quando olhada do futuro. Eu me lembro de um menino, que não era exatamente eu, das coisas que ele fazia e do que ele sentia. Ele brincava de boneco, mas a maior diversão que ele tinha era pegar os botões (botões de colocar em roupa), escolhia cada exemplar, respeitando tamanho e cor, e cada um deles era um personagem. Sem nenhum motivo, os botões eram mais reais que os bonecos, apesar da aparência humanoide destes. Eu me lembro de árvores, em cada casa que esse menino morou. Já viu pé de jaca (o pé de jaca que desmoronou), pé de manga, pé de acerola e de carambola. E no pé de carambola havia seus bichinhos favoritos: os soldadinhos.


Eu me lembro também que aquele menino não era exatamente um bom exemplar de sua espécie. E ele crescia, e tudo fazia muito sentido... tirando as coisas que não faziam sentido. Ele era feliz. Assim mesmo, a felicidade não tem muro de arrimo e por vezes se esfacela. Mas apesar dos desmoronamentos, a sua casinha  sempre era reconstruída, apesar de ficarem marcas eternas. Eu me lembro de sua primeira paixãozinha escolar, que por sua vez tinha uma paixãozinha pelo menino mais popular da escola. E como eu já disse, aquele menino que caçava soldadinhos não era o melhor exemplar de sua espécie. Depois, menos verde (eram tempos gloriosos para esse menino), teve outro amor, que mais uma vez tinha amor pelo menino mais popular. E veio o terceiro (que menino mais atrevido!), que não tinha outro amor em vista, mas mesmo assim se recusou a aceitar o dele. Ela disse uma frase boa: "Eu gosto de você, mas você não pode me proteger" Ele entendeu. Ele era feliz. Ele não estava ligando para essas bobagens. Mas o crescimento chega, sem pedir licença, e as coisas tomam uma importância que não têm. Era hora da razão. A hora de pensar. A hora em que a inteligência chegou ali. As coisas já não eram tão felizes, porque ele tinha o conhecimento para saber. E veio outro amor. Arrebatador! Interessante! Traumatizante! Deixemos de lado essa parte, porque dura até hoje e pode completar décadas...

Eu me lembro, muito antes do mal pegar o nosso menino de jeito, que havia uma criança ali. E ela via um anjo. Me lembro de uma farda escolar. Me lembro que era uma menina (se caso não fosse um anjo). Me lembro de cachinhos dourados, que deslizavam e eram lindos. Eu nunca acreditei na expressão dos anjos e santos em suas imagens, mas quando relembro daquele rostinho, eu sei que já presenciei algo divino. O que me faz lembrar de outro anjo (ou de outra garota de cachinhos dourados), da época do "você não pode me proteger", que sentou ao lado do menino no seu primeiro dia de aula, na 5ª série. Acho que aquele momento durou uma hora, se muito... mas garanto que cada pedacinho está na mente daquele menino, que já não é menino e que se transformou em mim. Mas como o menino tinha conseguido a vaga naquela escola por meios diferentes (não tinha vaga e deram um jeitinho), a diretora teve que reagrupar as turmas, e adivinhem o que ela fez? Claro, não deu outra, ela levou o anjo embora da turma que sempre fora dela. E como exemplo fraco de sua espécie, o menino não podia ir atrás dela. É, a sorte do nosso menino não é das melhores em se tratando de garotas. Nomes dos anjos: nem eu nem o menino conseguimos lembrar. Será que era o mesmo?

Eu me lembro de imagens, distorcidas a tal ponto que não sei se são verdadeiras. Mas se estão na mente dele, elas são reais. Eu me lembro que havia uma amiga... e um quintal... do vizinho... abandonado... houve uma invasão... do menino e sua amiga... mas havia coisas interessantes, cacarecos e brinquedos quebrados. Uma cena bonita, como os flashbacks de filmes. O menino, sua amiga e um ambiente divertido, com coisas novas a explorar. Há a imagem da queda na escola... dois garotos... nenhum deles é nosso menino... embora ele estivesse no mesmo ambiente... vejo uma mesa, e um pulo desta; um pulo duplo... um tentou segurar a lancheira, o outro não viu e pulou... mas segurava a mão do primeiro... havia um óculos, na face do menino da lancheira... eu me lembro de sua cara, que bateu com toda a força no chão... e me lembro do sangue que respingou em várias direções, como os raios de sol de um desenho infantil, e o sol, claro, era a cara do menino... Não há em minha memória nem da do menino o que aquela queda causou ao menino da lancheira depois, só me lembro da queda.

O vai e vem de memórias. Que lindo é ter um passado!, seja qual for. Eu volto para lá assim que posso e me revolto toda vez que vejo que não posso voltar. Ter saudade do passado não quer dizer que o presente é ruim e nem que o passado era tão bom. Passado e presente se unem, e formam quem você é. Toda nossa vida nos pertence e é direito da gente ter saudade da gente. E aquele menino era um lutador, e de todas as lutas, só perdeu uma, que deveria ter afetado sua inteligência, mas que, me arrisco a dizer, só a amplificou. Mesmo assim foi uma perda significativa, socialmente falando. Mas entre Mike Tyson e aquele menininho, ah, eu não duvido, nocaute e lona para Mike Tyson!

Segue a luta, segue o menino. E eu estou em eterna dúvida se sou eu ou o menino. Nem tão longe atrás na linha do tempo também existiram coisas das quais jamais vou esquecer. E o futuro... é coisa em que não penso! Penso, mas não penso em repensar. Se for para chorar sobre coisas que não sei se existirão, é melhor não chorar; o melhor é rever o que estou fazendo e sempre tentar melhorar. Eu vou chorar por você e não quero chorar por mim, e nem espero que você chore por mim. Chore por você e eu te ajudo a chorar, e se você chorar por mim, ah, com certeza eu vou chorar. Sou seu e estou com você, e eu espero que você esteja comigo e seja meu.

Por que eu falei em chorar? Por que eu falei em você? E quem é esse "você"? É você, que reside num lugar chamado coração. Acho que só estou rogando amor, pra ver se encontro um amor pra morar em meu coração... Não pode ser crime e nem deve fazer mal invocar amor.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Enganações e ganâncias da Indústria Cinematográfica

A nova ordem do cinema é fazer roteiros completamente originais, mas sob títulos de franquias famosas.

Alice No País Das Maravilhas de Tim Burton.
Esse filme podia perfeitamente ser outro filme. Ele está mais perto de ser outra coisa do que ser Alice. Se mudassem os nomes de alguns personagens e substituíssem o figurino e modificassem o design, ninguém ia ousar dizer que era um filme sobre o livro de Lewis Carroll. O filme não tem nada a ver, e só se chama Alice para ganhar dinheiro. E ganhou. Mas, porra, isso não é Alice. O que me lembra o ódio que tive de Tim Burton, porque esse fresco, em A Fantástica Fábrica de Chocolate, conseguiu melhorar a história e foi um filme incrível. Mas ele avacalhou com minha pobre Alice!

Sherlock Holmes.
É um filmão. Inteligente. Muito bem feito. Cenas ótimas. Bem, eu adorei o filme! Mas aquele não é Sherlock Holmes. Esse foi um ótimo filme de ação e de mistério, um dos melhores filmes que assisti, mas podia ter qualquer outro título que não faria diferença. A única diferença é que atraiu as pessoas para assistirem por causa do nome do filme. Isso não crime, nem nada, mas é muita esperteza de quem fez o filme.

Robin Hood.
Ontem eu vi Robin Hood e gostei muito! Só teve um detalhe. Cadê Robin Hood? Certo, ele estava lá, mas a alma dele ficou muito longe do filme. E aí comecei a ver essa moda de fazer filmes novos usando o nome de sucessos antigos para ganharem mais dinheiro do que já ganham. Tem a pirataria e tal, mas mesmo assim, sacanagem, pô...

Mais tem coisa pior.

Homem-Aranha.
Recentemente anunciaram que por causa de desavenças entre o diretor Sam Raimi e os produtores do filme, eles iriam trocar o diretor. Até aí tudo bem. Mas com a saída de Sam Raimi, Tobey Maguire e Kirsten Dusnt  desistiram de participar do filme. Pronto. Acabou o sonho de outro Homem-Aranha. Não!!!!! O que eles vão fazer? Vão reiniciar a série e pegar outros atores pra fazer o filme. Por quê? Porque querem ganhar dinheiro! Porra!!! Espero que eles ganhem a metade do que esperam ganhar - o que já é muitos milhões de dólares. Que ganância! Que ambição! Que saco! Reiniciar a série é o caralho! Eu vou evitar ao máximo assistir esse filme. Tomara que seja um fracasso... mas não vai ser... porque se chama Homem-Aranha.

Piratas Do Caribe.
Vai ter o 4... Eba!!! Nesse caso está bom. Perderam Orlando Bloom e Keira Knightley, mas mantiveram Johnny Deep, pela bagatela de 21 milhões de libras. Queria saber se eles iam ter a cara-de-pau de fazer o filme sem Jack Spearow...

Não mudei o mundo, não mudei o cinema, mas falei e disse...

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Liberdade e coragem

Você é livre? Sim. Você. Você se considera livre? Sim?... não?... Por quê?
Você tem coragem? Sim?... Então você é livre!... a menos que seja um prisioneiro, fisicamente falando.

Na vida temos várias opções e podemos optar por qualquer uma delas. Claro que existem decisões difíceis de ser tomadas, mas se quisermos fazer alguma coisa, ninguém realmente vai poder nos segurar. O que pega são as consequencias, mas somos livres para fazer o que quisermos, e é aí que a coragem entra. A coragem para fazer valer nossas vontades, considerando as consequencias. Você pode correr ou parar. Você pode ficar ou fugir. Você pode se levantar e deitar, quantas vezes quiser. E você pode pegar qualquer coisa e pode ir aonde quiser, desde que suas pernas possam te levar lá. Grande coisa!, você me diz. Tudo bem. Você pode sair de casa e passar a madrugada se divertindo e vivendo aventuras, mas quando você chegar em casa, se for casado, provavelmente não será mais; ou, se morar com seus pais, será expulso. E você pode roubar e matar, mas terá a possibilidade de ser preso. Pode encarar!

Se você tem coragem para assumir os riscos, vá lá e faça, ou minta e resolva tudo. Mas mentir não é ter coragem, e muito menos irá te tornar livre. A mentira é contrária a tudo isso, mas como ninguém vai ficar sabendo mesmo, tudo bem. Em nossas mentes a liberdade é plena, e qualquer um pode ser plenamente livre. Mas o difícil é ter coragem. Você é livre! (eu estimo que 85% da população mundial seja livre, e ainda estou sendo pessimista). E quando estiver reclamando que seu patrão é um idiota ou que seus pais são opressores, saiba que você tem o poder de mudar. Pense em quem não pode ser livre e se sinta contente por essa graça.

No Dia da Independência, pense que você é um ser livre e poderoso, e com toda a desgraça, você pode fazer mais. Mesmo imperfeito, você pode ir até os limites da perfeição. 

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Vamos falar de... política

Em primeiro lugar, eu não possuo grande conhecimento sobre política; na verdade, eu não sei nada sobre política. Mas não deve ser tão difícil, não é? Tentarei.

Eu não me interesso muito por política, e vou confessar que eu não procuro saber o que os admiráveis sujeitos andam fazendo pelo nosso país. A única coisa que eu sei é que todos eles têm mais dinheiro do que eu e que trabalham muito menos que meus pais. Dizem alguns que os políticos nos fizeram nos desinteressar a fim de que pudessem roubar mais. Outros dizem que somos uns desinteressados e que na época da ditadura éramos mais participativos. Bom, na ditadura a turma apanhava e o escambau, e por isso o povo buscava se vingar de alguma forma. E se vingavam protestando e sendo participativos - o que por consequencia fazia-os apanhar ainda mais - e por consequencia eles ficavam ainda mais participativos. Viu? Não era lá grandes coisas ser participativo naquela época.

Hoje, sem as porradas, somos uns cagões. E eles são uns ladrões. O que me faz chegar a conclusão de que os políticos só sabem fazer uma coisa por vez. Ou roubam ou batem. Ou que eles eram mais discretos. Ou que não interessava se eles roubavam ou não, uma vez que o povo estava muito mais preocupado em defender seus pobres corpos. Hoje ninguém bate em ninguém, mas a gente continua a bater cabeça por aí. Hoje ninguém faz nada pelo povo, mas faz pela maioria, porque a maioria é que vai colocar o candidato no poder. Para ser mais claro, vamos pensar assim: digamos que eles dêem pão para todo mundo, mas só 54 % do povo quer pão, e não interessa a eles se os outros 46 % estão abarrotados de pão e querem outras coisas, porque tudo o que eles precisam é de 54% dos votos. Eles aproveitam que as pessoas não pensam no bem coletivo e sim no próprio bem, e ao invés de nos fazer ver que temos que pensar no bem coletivo, eles simplesmente deixam como está porque eles também só pensam no bem deles. A política que se faz hoje é a política da solidão (e agora eu sei por que me sinto tão sozinho nas noites frias). Hoje não temos políticos (a palavra é derivada do grego politikós (polis), que significa tudo o que se refere à cidade, portanto, citadino, público, social). Agora temos especialistas. Especialistas em turismo, em saúde, em educação, em finanças, em ecologia... mas não temos alguém que pense no geral, cada um defende sua especialidade e pronto - o que nos leva de volta ao que eu disse sobre eles só fazerem uma coisa por vez.


Neste ano, nestas eleições as coisas continuam estranhas. E mais anda. Tudo o que cada candidato vê são só os adversários. O povo?, o povo é que se dane!, eles querem mesmo é se sentir vitoriosos. Boatos surgem a toda hora, mas como sempre, ninguém prova nada. Estão falando agora que a Dilma era de guerrilha, e eu não sei exatamente o que isso quer dizer. A acusam de assassinato. Talvez seja verdade, talvez não. Mas eu acho que mesmo se ela simplesmente tivesse namorado um guerrilheiro, num ato de revolta, aos 19 anos, e isso tivesse acabado uma semana depois... mesmo assim iam dizer que ela fuzilou milhares de pessoas. E mesmo que ela tivesse feito parte efetivamente de guerrilha, isso significa que ela vai acabar com o Brasil? Ouvi dizer que Lula era um cara bonzinho no PT, e que ele segurou os radicais do partido, e que Dilma não fará isso, e que isso vai foder o Brasil. Mas, o partido tem mesmo a ver com isso? Sei lá. E Lula é tão fodão assim? Eu acho, mas se todo mundo acha, ele devia continuar nessa porra. Honestamente, eu não vou com a cara da Dilma, mas Lula garantiu que a mulher é boa, então eu acredito.

A gente só assiste e não sabe no que acreditar. Ou sabe e realmente escolhe um dos lados. Mas será que você sabe o que está fazendo? Eu não sei, mas faço minha opção cegamente, como o resto do povo. Escolho pelo carisma e pela graça. Então Tiririca na cabeça! Calma aí... Mas, falando nisso, os candidatos sérios e de verdade (aqueles que a gente sempre vê, os mesmos figurões) odeiam quando artistas e afins se candidatam, porque eles ridicularizam a classe política (como se precisasse...). Mas será que um Tiririca da vida, por trás de toda a galhofa, não pode fazer mais do que todos os outros?

Votando no Serra ou na Dilma (os outros, se não mudaram nenhuma regra no contínuo espaço-tempo, não vão ganhar. Nem Marina, apesar de eu achar que ela é uma forte candidata), escutem menos e pensem mais, antes de decidir. Sinceramente, duvido que algum deles possa atolar o Brasil ou salvá-lo, mas podem fazer alguma diferença. Ah, Lula, você vai deixar eternas saudades... mas, vem cá, tem alguma lei que impeça que um presidente volte a ser presidente?

Bom, aí está... sem mais... 

sábado, 4 de setembro de 2010

A voz do povo é a voz de Deus... ou pelo menos uma nota dela

Júri popular: em alguns casos de homicídio, latrocínio ou qualquer crime contra a vida, há a opção de se fazer um júri popular. É, pessoas comuns são convocadas para decidir os culpados por um crime. Geralmente tomam essa opção em casos de comoção popular ou quando todo mundo já sabe mesmo quem matou ou não, como foi o caso Serrambi...

Todo mundo dizia que não tinham sido os kombeiros os assassinos de Maria Eduarda e Tarcila, e a história que contavam é que um filho de alguém muito importante é que tinha feito o crime, e por isso estavam encobrindo o verdadeiro criminoso. Não vou questionar se as provas contra os kombeiros tinham fundamento ou não, mas se surgiu o boato desse filho importante é porque alguma coisa tinha. Então por que não o chamaram? Não sei, mas há algo de podre no reino de Pernambuco...

Se os culpados foram ou não os kombeiros, eu não sei, mas eles foram absolvidos porque o povo os absolveu. Justo ou não, a voz do povo foi a voz da verdade, sendo verdade ou não. E Deus, o que tem a ver com isso? Bem, todo mundo ficou com a sensação de que a justiça foi feita, e Deus... bem, Ele adora alegrar a gente, então considero que Sua voz veio até nós sob o júri popular, e quero ver alguém dizer que a nossa voz não representou bem os desígnios do Senhor. Afinal, somos Sua imagem aqui, e portanto os únicos representantes...

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Justiça

A Justiça é cega. E isso significa dizer que ela não deve enxergar quem merece e quem não merece, e sim quem está certo e quem está errado. Certo? Errado! O termo "justiça cega" é um tipo de metáfora para explicar que ela não vê as diferenças entre as pessoas, se são ricas ou pobres, famosas ou desconhecidas, bonitas ou feias. Mas tem coisa que ultimamente a Justiça não está conseguindo enxergar. Por exemplo: quem são os culpados e quem são os inocentes. Existem outros símbolos para a Justiça. A balança, que representa o equilíbrio e a igualdade, e a ponderabilidade para resolver as questões. Também tem a espada, que representa a força, a força que vai garantir que as punições cheguem a quem as merece.


Mas o símbolo da moda é o símbolo da cegueira mesmo! Nada contra os cegos. Eu os respeito muito. E também porque seus outros sentidos são tão apurados que nem precisam da visão. Mas a Justiça, ela está cega, surda, muda? (faz muito tempo), e, por que não?... está meio louca também. Além disso tudo, ela é lenta, e como uma lesma míope, ela tenta caminhar e se perde no meio de subornos, corrupção e uma infinidade de apelações. Se você é pobre e desimportante, você é rapidamente levado ao pior caminho possível. Se você tem posses, você leva as coisas até os últimos limites, e isso vale para os culpados e também para as vítimas. Por que então você acha que ainda não encerraram o "caso Serrambi"...?

Então, onde está a imparcialidade? A Justiça é cega, e parece que é muito malandra também. Cega, quando se trata de julgar adequadamente. Mas tem os olhos vivos para beneficiar este e aquele outro... Não sei como funcionaria, e sei também que isso é só emblemático, mas a Justiça sendo cega só está deixando os fatos passarem por debaixo do próprio nariz. Vamos dizer "justiça atenta", "justiça sábia", ou, finalmente, "justiça justa" - o que, infelizmente, não é pleonasmo da minha parte -; mas a justiça cega não está dando mais para aceitar.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Vamos falar de... sexo

Primeiro, Deus criou um homem e uma mulher. (Ora, e Eva não veio só depois?). Não. Se homem e mulher se encaixam tão bem é porque Deus fez os dois de caso pensado. E já que daria muito trabalho ir fazendo mais gente, Ele, sábio como é, deu a capacidade a esse homem e essa mulher de reproduzir, e disse: Crescei e multiplicai-vos. Eles entenderam o recado. O recado que eles não entenderam foi outro: A árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás. Dizem que foi por causa dessa desobediência que a coisa toda desandou na Terra, e deve ter sido mesmo! Se foi ou não foi por isso, meio que já não importa mais, mas que a coisa desandou, Ah, desandou! De Adão e Eva surgiram Caim e Abel, e já pra avacalhar o sistema, Caim foi logo matando o irmão. Com um início destes, as coisas não podiam dar mesmo certo, não é? Mas, enfim, foco no assunto.

Eles foram se multiplicando, tal e coisa, coisa e tal. Enoque... Metusael... Ada... Sete... Cainã... Matusálem (recordista, 969 anos [número sugestivo] de pura vitalidade)... Mas Deus, paciente como um bom criador (esperou Eva roubar o fruto e Caim matar o próprio brother), viu que a maldade entre sua criação estava grande demais, e desistiu do negócio todo, e mandou esta: Destruirei o homem que criei de sobre a face da terra, desde o homem até ao animal, até ao réptil, e até à ave dos céus; porque me arrependo de os haver feito. E chamou Noé. Noé era um homem de bem, correto e direito; a mulher e os filhos é que não se sabe, mas Noé era o cara. Deus mandou fazer a arca, cuja qual os animaizinhos subiram de dois em dois (como explica Padre Marcelo Rossi), e anunciou que mandaria um dilúvio sobre a Terra, que a cobriria toda, e duraria quarenta dias. Era "O toró". Mas cento e cinquenta dias depois as águas baixaram e Deus mandou os moradores da arca saírem, e parece que se arrependeu do arrependimento, dizendo que nunca mais amaldiçoaria a terra como fez. Deus realmente é muito bom, mudou de ideia e deixou a coisa rolar. Hoje não se sabe o que Deus está pensando a esse respeito, mas já mencionou um fim para nós, só resta saber se ele vai pegar a data de 2012 ou esperar por uma próxima oportunidade. Sabemos que Ele já recusou a data de Nostradamus. E continuou a reprodução. Mas a reprodução ficou desordenada, desorganizada, e acabou virando putaria mesmo em Sodoma e Gomorra. Fogo nelas e bola pra frente.

Que introdução longa! Desculpem, me empolguei.

O sexo foi uma coisa que se transformou durante os anos. Sexo só depois do casamento, com certas limitações. Nesta época joelho era virilha, "ficar" era olhar da janela e namorar era pegar na mão no sofá de casa, sob os olhos atentos dos pais. Os pais queriam um bom partido para as filhas e uma garota respeitável e bem falada (quer dizer, não falada) nas redondezas, para o filho.
Sexo mais liberal... antes do casamento? Sim, mas só para os homens. As mulheres eram consideradas impuras se não se guardassem. Nesta época maiô era modernidade. Informações sexuais começavam a ser mais acessíveis e por isso os pais se descabelavam para que as filhas soubessem o menos possível.
Depois veio a época da informação, e como a Aids chegou no pedaço, era mesmo necessário se informar. Aí a coisa começava a pegar. Jovens podiam namorar e até fazer sexo antes do casamento, mas desde que ninguém ficasse sabendo... os homens mais uma vez podiam mais, e era até legal contar vantagem sobre as presas que abocanhavam. Existia alguma resistência, mas as coisas iam se modernizando. Até aí o romantismo se conservava. Quem quisesse ser moderno, seria, e quem não quisesse, não seria.

Ok. Agora chega o ponto onde as jovenzinhas podem namorar, ficar e fazer sexo com quem bem entenderem, desde que o pai não fique sabendo... a mãe pode saber. O sexo virou moda, se é que algum dia ele tenha deixado de estar na moda. Toda menina que vai crescendo já faz uma boa ideia do que é sexo e cabe aos pais fingir que elas não sabem, ou pelo menos evitam que o assunto sexo surja no almoço de família. Depois disso veio a filosofia "ninguém é de ninguém" - o que já é modernidade demais para mim, mas é aceitável. A mulher, como eu disse aqui, mudou e isso elevou o sexo... direitos iguais e blá-blá-blá... Isso foi bom, muito saudável. Viva! Sexo liberado! Mas vamos lembrar que os humanos não conhecem limites, e sempre passam do ponto e atolam o pé na jaca mesmo quando sabem que é hora de pisar no freio. O que fizemos com o sexo? O tornamos banal. E o beijinho roubado no portão de casa de ontem virou a sarradinha desmedida de hoje.

Tudo bem, eu concordo que todas essas coisas deram às pessoas muita liberdade, que deu direito às pessoas fazerem o que quiserem sem se importar para o que os outros vão achar. Isso é ótimo! Mas ultimamente parece que a coisa degringolou de vez, e a filosofia é "todo mundo é de todo mundo". Os amantes são ao mesmo tempo cornos, e a coisa não é necessariamente escondida. Homens deixam esposas fiéis para se relacionar com amantes, que acabam corneando o próprio infiel. O ciúme está entrando em extinção, ninguém está ligando para nada. Temos exceções, mas as exceções é que são tidas como anormais. Os "certinhos" é que são ridicularizados.

Enquanto era "ninguém é de ninguém" estava tudo bem, mas agora que mudou para "todo mundo é de todo mundo" a coisa desandou, desandou feio! Deus, manda um dilúvio, queima as paradas todas, dá Teu jeito aí, mas faz alguma coisa, por favor. Daqui a pouco vamos fazer que nem os animais e o sexo vai rolar de qualquer jeito. Fico imaginando gente transando no sofá enquanto outras pessoas estão assistindo televisão no mesmo ambiente. Vai acabar o respeito pelo sexo e as pessoas não vão ter mais nenhum tipo de pudor e farão sexo exatamente quando tiverem vontade... na fila de banco com a desconhecida que está na frente, por exemplo. Exagero? Talvez. Mas se olharmos para a evolução que o sexo teve, 600 anos no futuro, como é que vai ser? Deus vai resetar tudo? Eu não sei. Não estou julgando, só querendo que pensem: como seria, como será, o que é o sexo para cada um de vocês? Tirem suas conclusões e sejam felizes. Relaxem e gozem.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Hurry... hurry... hurry!

Estou com pressa, não vou me alongar. Estou com pressa, eu preciso chegar. Estou com pressa, é necessário ganhar. Corremos para ganhar dinheiro e corremos também na hora de gastá-lo, porque se pararmos, vamos perder mais dinheiro. Corremos para chegar na frente e eliminar o outro, na verdade os vários outros que estão por aí também correndo por alguma coisa. Sem pressa podemos perder o ônibus, perder o horário do trabalho, e com isso, perder dinheiro. Pressa + dinheiro = capitalismo selvagem.

É fato que, se não nos apressarmos, perderemos um monte de chances. Mas outro fato é que, se não pararmos para pensar, não poderemos saber para onde correr, e correr para o lado errado é a maior perda de tempo do mundo. Talvez eu seja um pouco lento e despretensioso demais para defender a ideia de correr, mas todos devem concordar que há horas de correr e horas em que se deve pisar firme no chão e apreciar por um momento as razões por que corremos. Só estando ciente do momento certo de se apressar é que podemos tomar decisões acertadas para a próxima corrida. Como um fórmula-1, que tem por missão chegar na frente dos outros, mas que sabe também montar uma boa estratégia, e nos pit stops, acertar o motor, alinhar os pneus e encher o tanque para uma nova rodada. É isso. Precisamos entrar no pit stop em determinado momento para reiniciar toda a estrutura dos nossos desejos. Não é à toa que a maioria das corridas ultimamente estão sendo decididas nos boxes... ou em ordens para os pilotos deixarem seus companheiros passar (mas isso já é outra coisa).

Pois é, meus pobres coelhos brancos de colete, de vez em quando deixem a Alice passar à frente, porque... Vocês sabem, não é? Ela caiu no buraco! Tudo bem que era tudo um sonho, mas você quer mesmo contar com isso? Precisamos parar e ver as coisas belas e pequenas (e raras e passageiras) que estão ao nosso redor. Talvez ficar parado por um tempo te leve a se sair muito melhor quando chegar a hora de correr. Nem tudo é o que parece, e uma parada pode te levar ao topo. Cabe a você, a mim e a todo mundo saber o momento. Não é fácil, não terá setas nem sinais que indiquem onde e quando, mas o jogo é duro... correndo ou paralisado, a vida é dura. E se errarmos, sempre poderemos correr ou ficar parados de novo e recuperar o tempo perdido, da forma que o momento pedir. Agora eu tenho que ir.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Relembrar

Postagem do dia 30 de Dezembro de 2009

http://leituralight.blogspot.com/2009/12/my-mind-in-rampage-minha-mente-em.html

Evolução...

Por falar em crescer, vamos falar um pouco da evolução... no caso, minha evolução. É, esta talvez seja a postagem mais pessoal que fiz. Daí para virar diário é um pulo...

Apesar de eu atualmente estar escrevendo coisas que apontam defeitos na humanidade, você deve saber que eu não me acho perfeito. Na verdade, eu tenho muitos defeitos!... muitos não, alguns. Acho que estou 48% satisfeito com o que sou, mas como eu não sou muito bom em porcentagem, vamos colocar aí uma margem de erro de 20%, para mais ou para menos. Primeiro, eu escrevo razoavelmente bem... talvez um pouco melhor que alguns, mas isso não é grande coisa. Em compensação, eu me expresso muito mal, e isso representa quase toda a insatisfação que tenho (apesar de você saber da margem de erro). Não é que eu não me faça entender; eu acho que as pessoas entendem o significado das minhas palavras. Mas eu não consigo dizer às pessoas o que eu quero dizer, e, principalmente, na hora em que quero dizer. É que, apesar de não parecer (quer dizer... eu não sei, as pessoas que me conhecem podem dizer melhor), eu sou tímido, muito tímido quando se trata de tratar de coisas mais pessoais ou íntimas... Por exemplo, dizer o que eu acabei de dizer aqui é muito fácil, mas é ESCREVENDO; FALANDO, eu me atrapalho todo.

Eu me considero inteligente; não aquela inteligência de saber cálculos quilometrícos ou qualquer coisa relacionada a qualquer coisa que exija... como posso dizer...?... cálculos. Quanto ao resto, pode contar comigo. Não sou nenhuma espécie de gênio, mas eu gosto do funcionamento da minha mente. Mas me falta classe, a classe para elevar minha inteligência a graus superiores. Eu ainda me comporto como um verdadeiro asno em alguns momentos... Por exemplo: se você conhece o Dr. Gregory House, que trabalha no Princeton-Plainsboro Teaching Hospital, você sabe que ele pode ser muito desagradável (pelo menos até a 5ª temporada). Não que eu pretenda ser mais desagradável do que sou; mas eu acho que tudo que eu quisesse ser, eu poderia ser com aquela classe. Eu admiro o modo sarcástico de ser, mas eu não o uso muito bem; eu ainda xingo, e não existe classe nenhuma nisso.

Em ambas as coisas - falta de classe e falta de habilidade interpessoal, eu tenho evoluido bastante. Mas ainda não estou totalmente contente em relação a elas, principalmente em relação às habilidades interpessoais.

Não tenho manias. Pelo menos não tenho manias perceptiveis. Nem tenho paciência para isso. Vícios? Bem, eu jogo mais video-game do que deveria, mas não sei se chega a ser um vício...

Responsabilidade - isso é uma coisa que realmente eu não tenho! Por motivos diversos. Por nunca ter aparecido algo que realmente exigisse responsabilidade. Por eu nunca ter corrido atrás dela. E por outros motivos que não valem a pena ser descritos aqui. Quando eu falo em responsabilidade, me refiro às pequenas coisinhas que toda pessoa normal deve fazer; mas eu não sou normal. Isso é ruim. Não por ser ruim, mas por levar as pessoas a acreditarem que você é algum tipo de exceção bizarra - o que de fato eu sou, mas que seja! Na verdade, eu não ligo para essas coisas, e nem quero disfarçar que ligo. Tirando o fato de essa comodidade afetar um pouco as minhas pretensões (eu sei que eu deveria escrever muito mais do que eu escrevo), eu não ligo para o resto.

Mas eu também tenho coisas boas. Sou sincero. Não sou supersincero, mas sou sincero. E isso é péssimo para mim, mas é bom... Eu tomo como qualidade, apesar de nem sempre isso me beneficiar. Nunca me beneficia, mas enfim...
Eu sou justo. Em cada observação que faço e em cada assunto que proponho, eu prezo pela justiça. Não é nenhum trauma (meu trauma não é esse). É que as pessoas vão tirando grandes conclusões baseadas em nada, e eu acho que nenhuma precipitação é justa. E cabe a mim tentar fazer as coisas ao meu redor serem justas.

Eu tenho feito grandes progressos, mas está claro para mim que eu tenho muito a melhorar. Eu sou legal. Eu gosto de companhia e procuro fazer as pessoas felizes. Bem, os resultados dessa procura são relativos. Depende de você. Depende de mim. Depende do dia.

Eu não estou satisfeito com o que eu sou, mas eu estou satisfeito com o crescimento que eu ando tendo. Tirando meus pequenos traumas infantis (ou seriam traumas da pré-adolescências?) - o que engloba muitas coisas, eu sou uma pessoa tranquila e legal, e com o tempo necessário, eu posso ser até amável. Não tenho certeza da visão que as pessoas têm de mim, mas, modéstia à parte, se você me conhecer a fundo e começar a entender como eu funciono, aí eu afirmo: nos daremos muito bem! Eu posso não ser perfeito (e que saco é a perfeição!), mas eu sou muito mais perfeito do que muita gente que se diz perfeita, mesmo com toda a minha imperfeição. Conclusão: se estiver comigo, esteja de coração. Conclusão 2: não importa se eu sou imperfeito, desde que eu busque sempre aprimorar. Conclusão 3: Venha comigo; nunca seremos perfeitos, mas vamos andar por aí, para achar a nossa evolução. Um dia talvez consigamos chegar mais perto de encontrar a imagem e semelhança que fomos perdendo pelo caminho.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Loucura... loucura... loucura...

Lendo uma das matérias da revista Mundo Estranho de maio, sobre psicopatia e sociopatia - o que, segundo a revista, é a mesma coisa -, eles descreveram os oito transtornos de personalidade descritos pela medicina, eu cheguei a uma conclusão: eu também sou um pouco desvairado. Eis os tipos apresentados na revista.

Antissocial: Alguém com uma personalidade dissocial ou antissocial tem tendência à agressividade e repúdio às normas sociais. Em geral, a pessoa não muda seu modo de agir facilmente, mesmo após ser punido. Além disso, não tolera frustação e costuma botar a culpa nos outros pelas coisas que faz.

Paranoide: Sabe aquela pessoa que não suporta ser contrariada, não perdoa insultos, desconfia de tudo e tende a distorcer os fatos, interpretando as ações dos outros, mesmo que sejam boas ou inocentes, como hostis ou de desprezo? Esse é o típico paranoide. Em geral, também suspeita da fidelidade de seus companheiros. Mas não confunda com paranoia, que é uma doença grave e não um tipo de distúrbiode personalidade.

Ansioso: Imagine uma pessoa bem tensa e insegura, que parece estar sempre com medo de tudo. Essa é a personalidade do ansioso, pautada por um sentimento de apreensão, insegurança e inferioridade. A pessoa é supersensível a críticas e faz tudo para ser aceita. Tem dificuldade em se relacionar intimamente e evita atividades fora de sua rotina.

Dependente: O tipo dependente tende a deixar que outras pessoas tomem qualquer decisão por ele. A pessoa tem medo de ser abandonada e se vê como alguém fraco e incompetente. Além disso, é submisso à vontade alheia e tem dificuldade em lidar com mudanças ou novos desafios.

Esquizoide: Alguém com esse transtorno costuma ficar mais afastado dos outros, tendo poucos contatos sociais ou afetivos. Ele prefere atividades solitárias e a introspecção. Mas, assim como no caso da paranoia e da personalidade paranoide, o tipo esquizoide não tem nada a ver com a esquizofrenia.

Histriônico: Também chamado de histérico ou psicoinfantil, este tipo quer ser sempre o centro das atenções. Tende a ser extremamente dramático, exibicionista e exigente. Para piorar, é inconstante sentimentalmente, instável, manipulador, egoísta e bastante superficial.

Borderline: Agir de modo imprevisível, ter acessos de ira e ser incapaz de controlar o seu comportamento impulsivo são as características da galera com esse transtorno. O borderline também pode apresentar pertubações da autoimagem e tendência a adotar um comportamento autodestrutivo.

Obsessivo-compulsivo: Você provavelmente conhece alguém assim, que quer sempre tudo certinho, sendo perfeccionista ao extremo. Esse é o típico obsessivo-compulsivo. Em geral, é obstinado em fazer as coisas como acha que devem ser feitas, sem nenhuma flexibilidade. Essas características podem vir acompanhadas de impulsos repetitivos, mas não atinge a gravidade de um transtorno obsessivo-compulsivo (TOC).


Mas, vem cá, aqui pra nós, essas não são características que, em menor ou maior grau, permeiam a personalidade de todos nós? Ou nossas personalidades estão todas em distúrbio ou há um certo exagero em tais definições. Bem, claro que alguém que é movido somente por uma dessas categorias é, no mínimo, muito problemático, mas parece-me que a maior parte delas é inofensiva. Essa coisa de sanidade mental, loucura, falha de personalidade, ou como você queira chamar, é algo que tem que ser tratado com calma. Senão, acaba virando uma loucura. Já pensou numa sociedade inteira como no O Alienista, onde os loucos se apontam e ninguém sabe quem é o louco?

Muita gente é chamada de louca, mas cabe a quem decidir? No livro de Machado todos acreditam que o Dr. Simão Bacamarte, o maior dos médicos do Brasil, de Portugal e das Espanhas é o dono da verdade. Eu acho que eles devem saber o que estão fazendo ao dizerem que alguém é louco, mas mesmo assim, será que os métodos são mesmo seguros? Não sei. Eu acho até que ninguém sabe de verdade o que é a loucura, e poderia afirmar que ela tem sua lógica, e poderia fazer pior, e insanamente fazer uma teoria da conspiração e dizer que os loucos é que são saudáveis.

Como em todo terreno explorado meio às cegas, é difícil saber para onde ir nesse também. Não tenho nenhuma ideia, mas... Quem pode ser O Alienista num mundo tão louco? Não sei até que ponto deixar os loucos à solta seria nocivo? As pessoas dizem e fazem muita porcaria por aí, mas não é loucura. Eu nunca falei com alguém reconhecido e diagnosticado com algum tipo de loucura, mas eu acho que renderia um papo legal... Antes que pensem que sou louco, peço desculpas, porque todos nós somos, pelo menos um pouquinho...


Então, se te acham louco por algum motivo, pegue essa loucura e trasforme-a em algo bom, mesmo que seja algo ainda mais louco. Para os loucos mais profundos (os que tem alguma "doença" mental), que não entenderam o que eu falei, sinto muito. Sinto muito por eu não saber me expressar à altura. Querem saber qual é minha loucura? Minha loucura é tentar entender todos os modos de vidas que circulam pela terra, desde as formiguinhas trabalhadoras até o grandessíssimo Barack Obama, e fazer com que todos eles se entendam e cresçam conforme consigam.


Let's Go, Crazies!!!

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Maldade.

Hoje resolvi fazer o papel de advogado do Diabo. Não o Diabo em pessoa, mas os pequenos diabos que circulam por aí pelo mundo, entre nós.

Não sei se é muito otimismo da minha parte, ou se é idiotice mesmo, mas eu acho que a maldade é um tanto superestimada. É que... não sei, eu acho que as pessoas não são maldosas ou enganam as outras por puro veneno... geralmente. As pessoas defendem seus ideais e, às vezes, passam do ponto. Elas enganam, elas matam, e elas estão tão dentro de suas lógicas que elas não sabem quão más são. Ninguém toma uma atitude que, dentro de seus conceitos, é errada. Mas, sim, de quem é a culpa? Você acha que vou querer me envolver com alguém assim?, você me pergunta.


Só estou dizendo que, se os maldosos só fazem maldade porque acham que não estão fazendo, então o problema todo está em suas consciências; assim, se conscientezarmos as pessoas desde o começo, na infância, a saberem o que estão fazendo, teremos menos maldade no mundo. Quem é o responsável por isso? Todos nós! É responsabilidade dos orgãos governamentais punir bem e ensinar os adultos (os pais). E é responsabilidade de quem tem filho, ensinar-lhes o caminho certo.

É só uma pequena reflexão... Até qualquer momento.