sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Fim do mundo... em dinheiro

Costumam dizer que o mundo já acabou uma vez, e foi em água. Muitos pregam que desta vez será em fogo. Mas eu acho mesmo que o mundo acabará em dinheiro. Eu não entendo de mercado financeiro e nem quero, mas assistindo aos noticiários vejo que eles levam isso muito à sério. Todos os dias eu ouço: "Mercado financeiro em apreensão.", "Medo de recessão toma conta dos Estados Unidos.", "Grécia ameaça dar calote." e "Europa em crise financeira.". Como são essas coisas aí? Todo mundo tá ficando pobre, é isso? Como eu sempre fui pobre, não tô sentindo nada, porém parece que o fumo tá entrando no pessoal aí. Mas aí ao mesmo tempo eu vejo que apenas para tirar um jogador de futebol de um time e levar para outro eles gastam uma tonelada de milhões. Querem uma solução para a Grécia? Todo jogador grego que for vendido, o valor dessa venda será revertido para salvar a Grécia. Eu até batizaria essa ação de Fundo Sócrates. (Entenderam o trocadilho? Sócrates, o filósofo... Sócrates, o jogador... Hein, hein?). Mas pensando bem, jogador grego não vale tanto assim. Mas se 3% das vendas fubebolísticas europeias se convertessem em ações para ajudar a Grécia e a Europa, já seria um começo promissor.

Bem, 2012 está chegando, segurem seus porquinhos, rezem para São Finanças e preparem-se: o pior fim do mundo do mundo vem aí! Mas se bem que, para uma coisa ser a pior, tem que ter uma comparação, e como estamos falando de fim do mundo, fica meio complicado, já que ele não acabou ainda.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Herói ou Marginal: Personalidade da Polícia

Defender a população. Combater crimes. Prender bandidos. Ser herói. Ser policial.

Policiais deviam ser exemplo de civilidade, paciência e autocontrole. Policiais deviam ser o sossego da nação. Ganham mal, por isso não precisam ser nenhum Jack Bauer. Ok. Aceito isso. Não podemos exigir grandes heróis, mas a verdade é que o perfil do policial que a gente vê por aí se assemelha mais ao perfil de um marginal. Sabe qual o tipo de pessoa que sonha ser policial? Sabe aqueles caras "amostrados"? Aqueles vizinhos encrenqueiros? Aqueles tipos que em qualquer briguinha já pegam de uma arma para ameaçar? São esses carinhas que sonham entrar para a polícia. Não todos, pois nada é unânime; mas a maioria dos policias são, com o perdão da palavra, uns merdas.

Então, quem supostamente devia proteger se torna o principal perigo. Se você tem um vizinho policial, pode pensar: "estamos mais tranquilos. Pelo menos não sairá confusão dali". Mas não! O que acontece é o contrário: seu vizinho policial é o mais chato, mais baderneiro, mais amedrontador vizinha. Você fica com medo de ouvir um som mais alto no fim de semana, porque seu vizinho policial encrenqueiro pode aparecer com o trabuco na mão para tirar satisfações com você. Muitos deixam os bandidos escapar; muitos são os próprios bandidos; mas 90 % deles são covardes, e em vez de serem "heróis", acabam sendo "vilões". Em vez de serem o terror dos bandidos, são o terror da população.

Noutro dia apareceu no noticiário um policial que pirou e saiu tirando a roupa por aí. E são casos e mais casos que simples revistas se tornam pura tortura. Não sei o que está errado. E nem sei se tem como mudar. Afinal, quase qualquer um pode, um dia, ser policial. Talvez mais rigor na "seleção". Mas o problema que as atitudes de marginal podem ser facilmente confundidas com atitudes de coragem. Quase sempre o melhor policial vai ser aquele mais agressivo. E agressividade, na maioria das vezes, vira exagero e falta de controle. 

Não acreditam? Isso é papo furado? Pense nos policias que você conhece e me diga: você gostaria de ser o melhor amigo desse policial? Bom, as mulheres são diferentes. E existe policial mulher! Eis a solução. Mas se depender das mulheres para formar a polícia, não haverá policial suficiente. Desculpem, eu sei da revolução do sexo e dos direitos iguais e blá-blá-blá (e sou defensor disso), mas nunca as mulheres terão igualdade quantitativa na polícia. É algo difícil de resolver; algo difícil de pensar; algo quase impossível de alguém querer ajeitar. Mas a realidade é que, atualmente, precisamos de marginais para pegar os marginais.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Solidão...

Depois de cinco meses resolvi voltar a escrever alguma coisa aqui. O motivo?... Bem, na verdade são vários motivos; mas o maior deles diz respeito à solidão. Não que eu ache que escrever aqui seja um modo de obter companhia. Pelo contrário: escrever este blog é meu maior atestado de solidão. Mas só o fato de haver a remota possibilidade de alguém conseguir chegar aqui, isso já me traz um pouco de alento.

Por que a solidão, se há tantas pessoas no mundo?

Minha solidão é acompanhada - o que a torna ainda mais solitária. Mas o problema não é não ter com quem estar. Meu problema é não ser a pessoa número 1 a quem as pessoas desejam estar. Ok, mas você não precisa ser o número 1 para ser uma companhia desejável, vocês podem ficar pensando. Eu não tenho a pretensão de ser o número de muitas pessoas, nem ser o número 2 de todas elas. Mas pensem bem: qualquer um de vocês é o número 1 de, pelo menos, uma pessoa. Eu não sou o número 1 nem da minha mãe, uma vez que não sou filho único e acho que ela não poderia - e nem deve - escolher um.

Então tudo bem em ser o número 1 junto com outra pessoa. Mas as pessoas não elegem muitos número 1, obviamente porque é mais fácil e seguro escolher uma só pessoa e ser tudo para essa pessoa. Isso explica aquela sensação que muitas pessoas têm quando tal e tal amigo arranja um par novo. Não devia me preocupar muito o fato das pessoas (no meu caso, garotas) me dizerem insistentemente que gostam de mim "como amigo"; afinal, amigo é coisa pra se guardar no lado esquerdo do peito. Mas sabem quando a gente diz que guardou aquele objeto em algum lugar e quando nos damos conta, simplesmente o perdemos? Não teria nenhum problema em eu ser encalhado, mas ficar encalhado nos dias de hoje é realmente ficar como uma baleia na areia, e que não importa quantas pessoas venham acudir ou quantas redes sejam jogadas, ela vai morrer encalhado.

Tudo o que eu falei agora são coisas normais... compreensíveis. Porém, estou cansado...

E sobre mim eu tenho a dizer que não, eu não sou lá muito normal. Eu diria que sou uma pessoa crua, sem temperos ou conservantes para me deixar mais tragável. Quem me conhece, entendeu o quero dizer. Quem acha que me conhece pelo simples fato de me conhecer, vai achar tudo muito estranho e achar que estou falando merda. Quem não me conhece... bem, eles vão imaginar, e posso ser qualquer coisa na visão destes. Sobre mim eu também tenho a dizer que, não importa o que digam ou quantos rótulos me botem, eu sou um cara legal... e tenho tempo para ser o melhor amigo do mundo. Só que no meu tempo me falta a liberdade para fazer no meu grande tempo aquilo que VOCÊ quer.

E quando penso em VOCÊ, eu sei que se esforça, mesmo assim não há escolhe, VOCÊ não pode me dar nada, se eu não der nada em troca. Situação que não depende de mim e não depende de VOCÊ. Eu tenho todo potencial do mundo, mas não posso TE fazer ver. Na verdade vê, mas se eu não posso usar meu potencial, o que é que se pode fazer?

Por que não posso usar meu potencial? É algo que não dá para resolver. Talvez o tempo me mostre a solução, mas por enquanto não consigo ver. Ou é mesmo a má vontade dos outros em me fazer querer viver?

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Notícia - Você pode usar proteção, se você for profissional

O Papa Bento XVI - ou seja, Joseph Ratzinger - anunciou: garotas de programa e afins, vocês podem usar camisinha. Mas... espera aí!, desde quando a Igreja aceita a prostituição? O que eles aceitam mais frequentemente é a pedofilia homossexual... opa! Não! Eu não quis dizer isso! Na verdade eu acho que eles pensaram: "Bem, vocês já são ovelhas desgarradas, e já que vão viver no pecado para sempre, vamos liberar pecadores a cometer mais um pecadozinho..." Estou sendo cruel. Eles não pensaram assim. Acho que foi mais para "Bom, já que nossos seguidores não resistem aos encantos da prostituição, vamos ajudá-los. Camisinha para não serem contaminados..." Desculpem interromper de novo. Mas... procurar prostitutas não seria um pecado...? Eu não acredito em nenhum tipo de igreja e acho que Deus não está lá muito satisfeito com elas, e portanto desisto de entendê-las, mas será que é crueldade minha pedir um pouco de coerência? Quero dizer: é errado ser puta, é errado usar camisinha; mas não é errado usar camisinha se você for puta. Ou seja, as putas foram premiadas por serem putas. Com isso eu concluo que todo mundo vai querer ser puta! Gente, ninguém mais vê pecado em se usar camisinha - calculo que o número de pessoas que usam camisinha (e observe que os especialistas não acham esse número suficiente) é bem maior que o número de pessoas que vão à igreja todos os domingos - e se para podermos nos deitar no travesseiro com a consciência tranquila tivermos que ser putas, seremos todos putas! Mas aí não poderíamos nos deitar tranquilos porque seríamos putas...

Não é de hoje que a Igreja interpreta estranhamente o Livro Sagrado. É só pensar em indulgência e nos próprios santos. Não estou dizendo que não tivemos nossos heróis e coisas boas. Vide Lutero. Mas ele deve estar se revirando no túmulo (claro, isso não é possível e é total blasfêmia da minha parte. Foi modo de dizer) ao saber de exemplos como Bispa Sônia e Bispo Edir Macedo... Enfim. Alguns acharam que houve algum tipo de evolução ou modernidade na decisão da Igreja, mas eu vejo apenas um grande abismo de hipocrisia que está cada vez ficando mais fundo.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Aconteceu...

O que foi que aconteceu? Não sei se foi você ou se fui eu.
Para mim pareceu que todo o mundo me esqueceu.
Porque um dia eu fiz de você meu mundo e hoje vejo que esse mundo não era meu.
Não sei o que aconteceu; só sei que algo em mim se perdeu.

Fizemos um acordo que já nasceu para ser quebrado.
Mas o culpado sou eu, porque levei as coisas para outro lado.
Não venha dizer que fui eu, pois tudo antes já estava errado.
Eu sei que meus sentimentos estão todos desorganizados.

Se eu sou o culpado, eu tenho que encarar, encarar o grande tapa que a vida insiste em me dar.
Nunca poderei dizer que foi você, porque eu sabia dos riscos; troquei um ombro amigo pelo direito de amar.
Agora o que era sonho desliza para longe e eu não posso recuperar.

Não importa o que aconteceu, mas esse é um problema meu e seu.
E se você não aceita meu jeito de amar, o problema é todo seu!
E na verdade é meu, porque fui eu quem quis aquilo que não era meu...

domingo, 28 de novembro de 2010

Metade da humanidade não come; a outra metade não dorme, com medo da que não come...

sábado, 27 de novembro de 2010

Dor... amor... direções vocacionais e outros pensamentos tortos

Começou a doer. Essa é a notícia ruim. Já estou acostumado. Essa é a notícia. Em seis anos passa. Essa é a notícia boa. Não, não se trata de profecia ou coisa assim. É que já doeu uma vez, e demorou seis anos para eu, de algum modo, controlar a dor. Se bem que eu sinto a primeira dor voltando, se misturando com a segunda e formando um bolo só. Eu sei, essa não é a melhor maneira de voltar a postar no blog depois de muito tempo parado, mas é como dizem: se você tem limões, faça uma limonada. A dor tem que virar alguma coisa. Nem que seja uma postagem inútil num blog sem fama. Mas eu acho que minha limonada é de morango, se é que me entendem...

O amor, ele não devia doer. Não o amor tradicional, pleno. Mas o tipo de amor que eu costumo sentir, do qual sou especialista, é o amor não correspondido. Ah, que sina! E isso dói muito. Bem, eu devia saber... afinal, cada um nasce com um talento na vida, e acho que não tenho talento para amar... Uns nascem para ser jogadores de futebol. Uns nascem para cantar. Outros nascem para escrever... eu também não tenho certeza se nasci para isso! Talvez eu simplesmente não tenha nascido para ter relacionamentos amorosos. Antes que você ache que estou sendo dramático, eu vou dizer: todas as vezes que tentei eu não consegui. Mas sempre tem as que querem você. Obviamente. Então cadê?

Mas eu aprendi bastante. O amor da infância me ensinou que não é nada demais sentir isso, pois ela encarou muito bem meu sentimento e me tratou com naturalidade. O amor da pré-adolescência me ensinou que existem coisas que eu realmente não consigo ter. O amor da adolescência me ensinou... bem, me ensinou, depois de eu sofrer em doses cavalares e homeopáticas, que eu tenho que ser forte e encarar a vida como ela é. O amor da fase adulta reafirmou os ensinamentos dos outros amores e... não sei!

Eis o que eu aprendi sozinho: eu não acredito na paixão. Bem, eu acredito que a paixão exista. Eu só não acredito que ela te deixe satisfeito a longo prazo. Quer dizer... dá satisfação! Mas não te deixa completo como o amor. Outra coisa: o amor é para sempre. Tem gente que namora outra, se aproveita, se diverte, tudo é um mar de rosas, e quando acaba cada um vai para um lado e é ódio eterno. Se eu disser que amo alguém, isso quer dizer que isso vai durar eternamente. Terei que escolher um, mas todos eles durarão, sem medo de dizer ou ser julgado, para sempre.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

A maior felicidade é quando a pessoa sabe porque é que é infeliz...